quarta-feira, 13 de abril de 2016

Vários outros plurais ainda mais singulares

Até à data, parece que as primeiras formas puliticamente kurretas foram introduzidas no tempo do Fernando Pessoa, e consistiam simplesmente em assumir a liberdade de formar o plural de palavras que perdem o sentido, precisamente por força da sua própria natureza.
Liberdade, por exemplo é uma delas porque uma pessoa ou é livre ou não é, não se pode dizer que sou livre se me for impedida a liberdade política ou religiosa. Logo pode haver várias formas de liberdade, mas isso não significa que existem várias liberdades.
O próprio Fernando Pessoa fala de outros termos imprópriamente "pluralizados", como fé e crença, além da liberdade.
Este artigo foi suscitado a partir daqui.

terça-feira, 12 de abril de 2016

Puliticamente kurreto.

O puliticamente kurreto é o novo ramo da gramática que consiste em inventar palavras, à custa da composição de palavras com adição de prefixos e/ou sufixos ou importação de estrangeirismos com o objectivo de banir e/ou ilegalizar os termos próprios da linguagem que são considerados ofensivos ou impróprios para utilização nos meios catedráticos (leia-se do poder).
A expressão puliticamente kurreto significa exactamente que se encontra correcta para efeitos e nos meios do poder, embora ortográficamente se encontre profundamente incorrecta.
A figura de estilo mais largamente utilizada no âmbito do puliticamente kurreto é uma figura que também é exlusiva deste ramo da gramática, uma vez que nem sequer figura nos manuais e pode ser definida como o antónimo do pleonasmo.
Se o pleonasmo é uma sobreposição de termos que significam uma e a mesma coisa, e que também é usada e até abusada no puliticamente kurreto, como por exemplo em heterossexual, o antónimo do pleonasmo não existe na gramática corrente mas é a principal figura de estilo na construção (leia-se invenção) dos termos puliticamente kurretos. Esse antónimo tem tanta importância no puliticamente kurreto que merece um nome, que será a contradição ou construção de um termo contendo uma palavra e o seu contrário, como para usar o mesmo exemplo será o homossexual.
A contradição não existe na gramática convencional porque se considera absurda a operação de juntar na mesma palavra um termo e o seu contrário, mas como o puliticamente kurreto é precisamente o reino do absurdo, não pode de maneira nenhuma prescindir desta figura de estilo.
Não se pode esquecer que a construção de figuras de estilo, ou seja a introdução de novos termos, por mais absurdos que sejam é uma necessidade do puliticamente kurreto como do pão para a boca.
É por isso que o puliticamente kurreto é apresentado como um enriquecimento da linguagem, com a introdução de novas regras gramaticais que são viabilizadas pela imposição do chamado acordo ortográfico.
Este artigo será actualizado com a criação de um vocabulário que há-de conter os termos que se consideram pertencentes a este novo ramo da gramática.
É claro que para isso estou a contar com a colaboração dos estimados leitores, mas cada um poderá sempre fazer a sua própria compilação dos termos que considera puliticamente kurretos.
Tenho aqui um texto sobre as origens do pulitikamente kurreto. Pelos vistos não sou o primeiro a interessar-se sobre o assunto.

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Ginofobias 2

Eu também não conhecia a palavra ginofobia, se não fosse a necessidade de procurar um termo diferente de homossexual.
Recuso-me a usar essa invenção puliticamente kurreta, na medida em que consiste na combinação de um termo com o seu contrário. Também o termo gay, o único que é tolerado pela comunidade utente é impróprio para um texto em Português na medida em que revela a aceitação da insuficiência linguística e da utilização de estrangeirismos.
Se nas figuras gramaticais existe o pleonasmo, é uma pena não existir um antónimo dessa figura de estilo. Tantas figuras de estilo que obrigam os estudantes a decorar, quando a figura de estilo mais explorada e abusada de todas, na construção de todo o vocabulário puliticamente kurreto é pura e simplesmente omissa na gramática. E como omissa que é, já agora posso também inventá-la e chamar-lhe a contradição, no sentido de antónimo do pleonasmo.
Portanto se o pleonasmo consiste na sobreposição de dois termos com o mesmo significado, a contradição consiste na sobreposição de dois termos com significados contrários.
Passando então ao que interessa, podemos dizer que o termo heterossexual é um pleonasmo. Efectivamente, se o termo sexual se refere à cultura da diferença, neste caso das diferenças morfológicas entre os géneros masculino e feminino, não se percebe o que é que está a fazer o prefixo hetero aplicado ao sexual.
Pode-se dizer que está a reforçar o termo sexual, mas na realidade o que está mesmo é a abrir a porta ao outro prefixo, neste caso o homo. Desde abrir a porta até à procura da substituição (leia-se eliminação) de todos os outros termos, considerados pejorativos pela nova criação puliticamente kurreta, aí temos a nova criação homossexual.
Num golpe de mágica, está criado o caminho para atirar para a mais negra clandestinidade os termos como maricas, invertido, panasca, paneleiro e tantos outros que passam a constituir razão suficiente para aplicar a censura a todo e qualquer texto que inclua essas formas.
E como é que se pode enfrentar o fascismo de género, a não ser utilizando os mesmos métodos?
É nesse contexto que aparece a importância da forma Ginofobia, que consiste assim em ligar o termo gino, que significa mulher com o sufixo fobia para obter um termo que não é uma contradição como homossexual e também não é um termo considerado pejorativo porque não pertence à linguagem vulgar.
Poderíamos procurar um outro termo para a parte feminina, mas felizmente aí encontram-se consagrados termos que são reclamados pelas próprias minorias interessadas, dispensando-nos de incursões aventureiras no domínio da gramática.
Assim, para o correspondente feminino da ginofobia podemos utilizar o lesbianismo.

Ginofobias

Eu não posso deitar um piropo a uma mulher.
Mas se um ginófobo me assediar, tenho que amochar para não o discriminar...

Senhor governador do Banco de Portugal


Excelência,
Na sequência dos avisos insistentes de todas as entidades bancárias, de que em caso de insolvência das mesmas não estão garantidos os depósitos acima dos cem mil euros,
na sequência do achincalhamento público dos titulares e entidades que foram referenciadas nos paraísos fiscais,
venho humildemente perguntar a Vossa Excelência onde é que posso aplicar os depósitos acima dos cem mil euros.
Com os melhores agradecimentos,
fico a aguardar uma resposta.

sábado, 15 de dezembro de 2012

Bibliotecas gratuitas

Tenho aqui uma lista de bibliotecas onde se pode procurar publicações gratuitas.
Com o tempo, irei actualizando os respectivos links.

    From: Arlete Corrêa



    Ler para aprender, ler para expandir a mente, ler para estimular a memória. Não importa o porquê você dedica tempo para essa atividade, o que vale é aproveitar todos os seus benefícios, seja no papel ou nos modernos leitores digitais.

    Para ampliar a sua experiência de leitura, o Catraca Livre fez uma lista com 15 sites nacionais e internacionais em que é possível baixar livros e ler online de maneira legal, sem complicações e, o melhor, gratuitamente.

    1. Universia - Reúne mais de 1000 arquivos, incluindo biografias de cineastas, textos científicos sobre comunicação e clássicos da literatura universal.

    2. Open Library - Projeto que pretende catalogar todos os livros publicados no mundo, já tem 1 milhão de títulos disponíveis para download. Podem ser encontrados livros em cerca idiomas.

    3. Brasiliana - O site da Universidade de São Paulo (USP) disponibiliza cerca de 3000 mil livros para download de forma legal. Há livros raros e documentos históricos, manuscritos e imagens.

    3. Blog Midia8 - Página reúne mais de 200 links de livros sobre comunicação em português, inglês e espanhol para ler online e fazer download.

    4. Casa de José de Alencar - A Biblioteca Virtual do site do pai do romance brasileiro disponibiliza para download gratuito 14 de suas obras, incluindo romances e peças de teatro.

    5. Read Print - Essa espécie de livraria virtual oferece mais de 8 mil títulos em inglês para estudantes, professores e entusiastas de clássicos.

    6. Biblioteca Digital de Obras Raras - O site idealizado pela Universidade de São Paulo (USP) é direcionado a pesquisadores. Oferece mais de 30 obras completas em diferentes idiomas.

    7. Portal Domínio Público - Biblioteca virtual criada para divulgar clássicos da literatura mundial, oferece download gratuito de mais de 350 obras. É possível baixar 21 livros de Fernando Pessoa.

    8. Saraiva - A rede de livrarias disponibilizou recentemente 148 livros para download em PDF gratuito. O leitor precisa apenas fazer um cadastro e baixar o aplicativo de leitura para ter acesso ás obras.

    9. Biblioteca Nacional de Portugal - Entre os destaques do portal está um site dedicado do escritor José Saramago. Nele, estão disponíveis manuscritos do autor.

    10. Machado de Assis - Criado pelo MEC, o site do escritor oferece sua obra completa - em pdf ou html - para leitura online. Estão lá crônicas, romances, contos, poesias, peças de teatro, críticas e traduções.

    11. Biblioteca Mundial Digital - Oferece milhares documentos históricos de diferentes partes do mundo. Multilingue, o material está disponível para leitura online.

    12. Dear Reader - Esse é um clube virtual que envia por e-mail trechos de livros. Após o cadastro, o usuário passa a receber diariamente um trecho, cerca de dois a três capítulos de livros.

    13. eBooks Brasil - Oferece livros eletrônicos gratuitamente em diversos formatos.

    14. Projeto Gutenberg - Tem mais de 100 mil livros digitais que podem ser baixados e lidos em diferentes plataformas eletrônicas.

    15. Unesp Aberta - Criado pela reitoria da Universidade Estadual Paulista "Júlio Mesquita", o site disponibiliza material pedagógico gratuitamente. Desenvolvidos para os cursos da universidade, o material está aberto s para consulta em diversos formatos.
    16. BookOS - Este contributo da minha Amiga virtual Luísa Lopes tem um funcionamento diferente das restantes ligações, a sua interface resume-se a uma caixa de busca e nada mais.

domingo, 9 de dezembro de 2012

Dicionários electrónicos

Dicionários pré-AO para várias aplicações informáticas gratuitas (OpenOffice, LibreOffice, Firefox, Thunderbird, ...)

No caso do Microsoft Office (2007 ou 2010) deve executar o ficheiro retirarado da ligação; dos ficheiros extraídos executar PTReform.exe (PTReform) e escolher a opção "Ortografia pré-reforma". Pode alternar os modos sempre que desejar pelo mesmo processo.

No caso da versão Office 2011 no MacOSX, no menu WORD - PREFERENCES - SPELLING AND GRAMMAR e seleccionar o pretendido em "PORTUGUESE MODES".


Publicado por Ivo Miguel Barroso em 9 Dez 2012.